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segunda-feira, 22 de março de 2010

TPM + segunda-feira + regime + trânsito= @#$¨%&*



Numa bela segunda-feira (se é que isso é possível), você acorda - contrariando todas as suas vontades – escolhe uma roupa que chegue o mais próximo possível da roupa da mulher invisível, pois, numa segunda-feira, você quer mais mesmo que ninguém note sua existência; toma aquele café da manhã ordinário, afinal, teoricamente, pela milésima vez, você está começando um regime, e sai, às pressas, para o trabalho, pois o dia promete. No meio do caminho (de pedras), no trânsito maravilhoso típico da cidade de São Paulo, você tenta lembrar de todas aquelas frases de auto ajuda, que lhe ensinam como controlar a raiva, porém nunca funcionam quando você está na bendita TPM, até que cruza com você aquele indivíduo que vai trucidar todos os seus limites da paciência e de compaixão.
Você ingenuamente aciona a seta para entrar à esquerda, pois está diante de uma bifurcação, e o ilustre sujeito, filho de uma boa mãe, que está atrás de você, vendo a sua seta piscar, automaticamente acelera, desejando mais é que você se ferre, e sem ter noção alguma, não imagina que está mexendo com uma mulher na TPM, com fome e que acabou de descobrir que colocou a pior roupa ao se olhar no espelho do carro, travando uma verdadeira guerra com a cidadã. A essa altura do campeonato você já incorporou a própria “sogra do diabo”, acelera mais ainda e começa a movimentar os lábios e as mãos diante do retrovisor, com gestos e palavras obscenas; o sujeito, dando-se conta de que o motorista, na verdade, é a motorista torna-se mais sem noção ainda, pois, como uma “mulherzinha” vai tirar onda com a cara dele assim, então começa a buzinar, ascender farol e a tentar desesperadamente ultrapassar....e vencer a guerra. Os ataques só terminam quando precisam seguir caminhos diferentes, ou quando o pior acontece, e os veículos colidem.
Quantas de vocês já não passaram por essa situação? E quantas já não tiveram vontade de arrebentar o carro desses cidadãos?
A verdade, é que tanto homens como mulheres (façamos justiça), perderam a noção de boas maneiras, do significado das palavras “com licença”, “por favor”, “obrigado”. No trânsito então, se transformam em verdadeiros primatas selvagens, longe de qualquer conceito básico de educação. Nos dias de hoje, acionar a seta não significa “por favor me deixe passar”, significa “sou um otário me ferre”. E até quando seremos assim?
Precisamos nos conscientizar mais, e procurar, cada um, colocar em prática sua boa ação, seja no trânsito, no trabalho, com a família ou em qualquer lugar. E homens, essa história de que “mulher no trânsito é perigo constante” é coisa da época da minha vovozinha, pois hoje em dia tem muita mulher que dirige igual ou muitas vezes até melhor, que muito homem por aí. “Helloouuu”.
Meninas, se vocês sobreviveram a essa segunda-feira, tenham uma ótima semana!